Pouco mais de uma dezena de pinguins e outros animais apareceram mortos na beira da praia do Cassino, em Rio Grande, no Sul do Estado. A cena chamou a atenção das pessoas que aproveitaram o domingo de sol na orla do litoral.
Pinguins são maioria entre os animais. Quase todos estão no trecho da praia onde será construído o Oceanário Brasil, da Furg, e os Molhes da Barra, em uma faixa de cerca de três quilômetros. Outras aves também foram encontradas, bem como um golfinho.
Apesar da imagem forte, segundo o oceanólogo Kléber Grubel da Silva, coordenador de projetos do Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (Nema), as mortes podem ser consideradas normais. Os animais são jovens (teriam entre seis e sete meses) e podem ter ficado debilitados por fome ou alguma doença.
— A corrente marítima das Malvinas traz os bichos para a beira do Cassino — explica.
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1§ion=Geral&newsID=a3425510.xml
COMENTÁRIO>> É com essa notícia que, por exemplo, temos que prestar mais atenção no meio ambiente e como fazemos para não prejudicá-lo. Com a poluição não só a natureza se prejudica, também os animais são prejudicados: mortos ou sem um "lar". Pode parecer burrice, mas é muito mais fácil e barato viver sem agredir a natureza do que acabar poluíndo-a.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
sábado, 30 de julho de 2011
O valor da casca de arroz
Há quem acredite que, um dia, o grão se tornará um subproduto do arroz. Considerando que o cereal é base da alimentação de mais da metade da população mundial, parece absurdo aceitar tal prognóstico.
No entanto, as possibilidades de aproveitamento desse vegetal vão além dos limites gastronômicos. Há anos, pipocam negócios lucrativos cuja matéria-prima encontra-se aos montes nos engenhos gaúchos: a casca do arroz.
Líder na orizicultura nacional, o Rio Grande do Sul colheu 9 milhões de toneladas na última safra. Desse total, 22% correspondem à casca. Há cerca de uma década, esse cerca de 1,9 milhão de toneladas do resíduo seria um problema. Hoje, é a solução para uma vasta gama de segmentos econômicos.
Em 2000, a indústria de beneficiamento Camil Alimentos, instalada em Itaqui, percebeu que poderia reduzir custos se produzisse a energia que consumia. Investiu R$ 5 milhões para construir aquela que seria a primeira usina de biomassa de casca de arroz do Estado, com capacidade de 4,5 MW.
Com alto poder calorífico e regularidade térmica, o resíduo é matéria-prima para processos termelétricos com a vantagem de poluir bem menos o ambiente, ao contrário de recursos convencionais, como o carvão. Para se ter ideia, uma tonelada de casca equivale a dois barris de petróleo.
Segundo o engenheiro químico Gilberto Amato, pesquisador da Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), atrás de créditos de carbono, fundos de pensão da Suíça e da Alemanha transformaram o Rio Grande do Sul em fornecedor de fonte para energia limpa.
- O próprio Rudolf Diesel (inventor do motor a diesel) defendia a teoria de que o agronegócio tinha de ser independente em termos de energia. E a casca do arroz propicia isso para a indústria - explica o pesquisador, autor de estudos bioquímicos sobre o cereal.
Do cimento ao chip
Além do poder calorífico, a casca de arroz guarda uma propriedade preciosa. Nela, podem ser encontrados até seis vezes mais dióxido de silício (ou sílica) do que em outros cereais. Composto químico, cristalino e abundante na crosta terrestre, a sílica é responsável por uma espantosa versatilidade no uso da casca: a partir dela, pode-se produzir borracha, cimento e até chips eletrônicos.
Há 10 anos, o professor da Universidade de São Paulo (USP) Milton Ferreira de Souza apresentou sua pesquisa na Associação Comercial e Industrial de São Borja. Seu estudo indica que o composto aumenta a resistência da estrutura e reduz a espessura do concreto.
- A sílica possibilitará obras com maior espaço útil, economizando material - analisa o professor.
O aproveitamento do dióxido de silício conquistou a atenção de empresas do Estado. Em Alegrete, a indústria de arroz Pilecco, além de gerar energia com a queima da casca, criou um método para extrair sílica das cinzas restantes do processo de combustão. O produto é revendido e a iniciativa rendeu à empresa os prêmios Leader Quality e Qualidade Brasil.
Outra característica da casca é seu poder de bloquear a incidência solar. Gilberto Amato explica que, não fosse o resíduo, o grão de arroz não se desenvolveria:
- A radiação esterilizaria a semente. Na casca, há um sistema que impede a passagem dos raios.
Ou seja: o extrato da casca de arroz pode ser usado como protetor solar.
http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/nossomundo/19,997,3417155,O-valor-da-casca-de-arroz.html
COMENTÁRIO>> Como sabemos, o arroz é um dos alimentos preferidos dos brasileiros, e até do mundo. O que poucas pessoas sabem é que a casca do arroz é utilizada para diversas tarefas diferentes e surpreendentes, como por exemplo, produzir borracha, cimento e até chips eletrônicos. Também, o extrato da casca de arroz pode ser usado como protetor solar, porque ele bloqueia a incidência solar.
No entanto, as possibilidades de aproveitamento desse vegetal vão além dos limites gastronômicos. Há anos, pipocam negócios lucrativos cuja matéria-prima encontra-se aos montes nos engenhos gaúchos: a casca do arroz.
Líder na orizicultura nacional, o Rio Grande do Sul colheu 9 milhões de toneladas na última safra. Desse total, 22% correspondem à casca. Há cerca de uma década, esse cerca de 1,9 milhão de toneladas do resíduo seria um problema. Hoje, é a solução para uma vasta gama de segmentos econômicos.
Em 2000, a indústria de beneficiamento Camil Alimentos, instalada em Itaqui, percebeu que poderia reduzir custos se produzisse a energia que consumia. Investiu R$ 5 milhões para construir aquela que seria a primeira usina de biomassa de casca de arroz do Estado, com capacidade de 4,5 MW.
Com alto poder calorífico e regularidade térmica, o resíduo é matéria-prima para processos termelétricos com a vantagem de poluir bem menos o ambiente, ao contrário de recursos convencionais, como o carvão. Para se ter ideia, uma tonelada de casca equivale a dois barris de petróleo.
Segundo o engenheiro químico Gilberto Amato, pesquisador da Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), atrás de créditos de carbono, fundos de pensão da Suíça e da Alemanha transformaram o Rio Grande do Sul em fornecedor de fonte para energia limpa.
- O próprio Rudolf Diesel (inventor do motor a diesel) defendia a teoria de que o agronegócio tinha de ser independente em termos de energia. E a casca do arroz propicia isso para a indústria - explica o pesquisador, autor de estudos bioquímicos sobre o cereal.
Do cimento ao chip
Além do poder calorífico, a casca de arroz guarda uma propriedade preciosa. Nela, podem ser encontrados até seis vezes mais dióxido de silício (ou sílica) do que em outros cereais. Composto químico, cristalino e abundante na crosta terrestre, a sílica é responsável por uma espantosa versatilidade no uso da casca: a partir dela, pode-se produzir borracha, cimento e até chips eletrônicos.
Há 10 anos, o professor da Universidade de São Paulo (USP) Milton Ferreira de Souza apresentou sua pesquisa na Associação Comercial e Industrial de São Borja. Seu estudo indica que o composto aumenta a resistência da estrutura e reduz a espessura do concreto.
- A sílica possibilitará obras com maior espaço útil, economizando material - analisa o professor.
O aproveitamento do dióxido de silício conquistou a atenção de empresas do Estado. Em Alegrete, a indústria de arroz Pilecco, além de gerar energia com a queima da casca, criou um método para extrair sílica das cinzas restantes do processo de combustão. O produto é revendido e a iniciativa rendeu à empresa os prêmios Leader Quality e Qualidade Brasil.
Outra característica da casca é seu poder de bloquear a incidência solar. Gilberto Amato explica que, não fosse o resíduo, o grão de arroz não se desenvolveria:
- A radiação esterilizaria a semente. Na casca, há um sistema que impede a passagem dos raios.
Ou seja: o extrato da casca de arroz pode ser usado como protetor solar.
http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/nossomundo/19,997,3417155,O-valor-da-casca-de-arroz.html
COMENTÁRIO>> Como sabemos, o arroz é um dos alimentos preferidos dos brasileiros, e até do mundo. O que poucas pessoas sabem é que a casca do arroz é utilizada para diversas tarefas diferentes e surpreendentes, como por exemplo, produzir borracha, cimento e até chips eletrônicos. Também, o extrato da casca de arroz pode ser usado como protetor solar, porque ele bloqueia a incidência solar.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Um mundo menos carrocêntrico
Na Los Angeles do início do século 21, pegar ônibus era o último recurso dos californianos. As linhas eram confusas, as placas de sinalização pouco descritivas, os veículos, velhos. Além disso, no país de Henry Ford e das carteiras de habilitação aos 16 anos, andar de carro é tão natural quanto respirar.
Foi ao perceber que enfrentava não só questões práticas para atrair usuários, mas também a impressão de que o transporte coletivo era muito ruim, que a prefeitura da cidade decidiu reformular todo o sistema. Mesmo antes das caras soluções de engenharia, com corredores exclusivos e linhas rápidas, começou a investir em uma ideia: andar de ônibus não só reduz a poluição e é mais econômico como melhora a vida do usuário.
- Decidimos nos posicionar como uma solução, e não apenas para chegar de um ponto a outro - afirma Maya Emsden, vice-diretora da Metro, empresa de transporte de Los Angeles, equivalente à Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), na Capital.
Campanhas de marketing passaram a mostrar as vantagens de escapar dos engarrafamentos sentado confortavelmente em ônibus renovados. Restauraram a confiança no sistema ao garantir o cumprimento de horários. Mostraram ser possível deixar o carro em casa distribuindo mapas simples e fáceis de entender.
Tudo foi iniciado, em 2003, com uma unificação de todas as linhas e meios de transporte comandados pela Los Angeles County Metropolitan Transportation Authority. Antes dividida em diversas repartições públicas, cada qual com um nome, a empresa passou a ter, em ônibus, e metrô, o mesmo logotipo e o mesmo nome: Metro.
Meta para 2020 atingida em 2006
A reformulação se deu em toda Los Angeles, mas uma área, o Vale de San Fernando, virou a joia da coroa: ali, foi instalada, em 2005, uma linha de ônibus exclusiva, um Bus Rapid Transit, inspirado nos ligeirinhos de Curitiba. Conhecido como Linha Laranja, o corredor de US$ 330 milhões tem 14 milhas de extensão ao longo da engarrafada Highway 101.
No primeiro ano de operação, o sistema teve 6 milhões de viagens. Um terço desses passageiros deixou seu carro estacionado em casa e preferiu andar de ônibus. A meta de número de passageiros definida para 2020 foi batida já em 2006. Agora, a linha deve ser estendida em mais cinco estações. Para a vice-diretora, porém, o sucesso maior foi outro.
- O maior jornal da cidade chegou a dizer, em uma manchete, que o transporte coletivo em Los Angeles era uma piada sem graça. Conseguimos fazer as pessoas acreditarem que o sistema funciona - diz, satisfeita.
O passo a passo da ação
1) Primeiro, a Metro se dedicou a investir no tipo de comunicação que melhoraria a vida dos usuários imediatamente, conta Maya Emsden.
> Os ônibus ficaram fáceis de reconhecer, com cores unificadas que brilhavam à noite.
> As paradas ganharam as informações básicas sobre as linhas, os mapas com itinerários foram simplificados.
> Todo o sistema de cobrança e design do metrô - muito mais pop entre os usuários - passou a valer para o ônibus.
> O centro de atendimento ao cliente não funcionava à noite - passou a ter horário mais longo e ganhou pintura e letreiros em neon para atrair os usuários.
2) O passo seguinte era mais ousado: mostrar que a ideia de conforto e rapidez, normalmente associada aos carros, também valia para os ônibus. A inauguração da linha expressa no vale de San Fernando foi a oportunidade ideal.
> Outdoors passaram a anunciar a chegada do "ônibus que age como um trem", alguns inclusive na engarrafada Highway 101.
> A mensagem também vinha em comparações mais diretas entre o transporte individual e o coletivo: materiais como camisetas faziam contrapontos entre carros e ônibus com mensagens como "horrível/bom", "problema/solução" ou "estresse/alívio" (acima).
Redesign em LA rendeu prêmios
A programação visual da empresa de trânsito de Los Angeles foi totalmente remodelada. "Metro" virou o sinônimo de transporte público, simplificando a comunicação com os passageiros.
Criada na própria empresa, a nova marca ganhou reconhecimento internacional, com o prêmio ReBrand. Além disso, a frota virou até brinquedo — a fabricante Matchbox criou uma linha de ônibus em miniatura, o primeiro transporte público nos EUA a ser licenciado.
http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/nossomundo/19,997,3398489,Um-mundo-menos-carrocentrico.html
COMENTÁRIO>> Algumas campanhas de marketing em Los Angeles começaram a mostrar as vantagens de não enfrentar os engarrafamentos e ficar sentado confortavelmente em ônibus renovado. Com isso, espero que o trânsito acabe e consequentemente, a poluição também. Acho que esse é pior problema a ser resolvido, mas com uma solução muito simples: transportes escolares e muitos ônibus de boa qualidade.
Foi ao perceber que enfrentava não só questões práticas para atrair usuários, mas também a impressão de que o transporte coletivo era muito ruim, que a prefeitura da cidade decidiu reformular todo o sistema. Mesmo antes das caras soluções de engenharia, com corredores exclusivos e linhas rápidas, começou a investir em uma ideia: andar de ônibus não só reduz a poluição e é mais econômico como melhora a vida do usuário.
- Decidimos nos posicionar como uma solução, e não apenas para chegar de um ponto a outro - afirma Maya Emsden, vice-diretora da Metro, empresa de transporte de Los Angeles, equivalente à Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), na Capital.
Campanhas de marketing passaram a mostrar as vantagens de escapar dos engarrafamentos sentado confortavelmente em ônibus renovados. Restauraram a confiança no sistema ao garantir o cumprimento de horários. Mostraram ser possível deixar o carro em casa distribuindo mapas simples e fáceis de entender.
Tudo foi iniciado, em 2003, com uma unificação de todas as linhas e meios de transporte comandados pela Los Angeles County Metropolitan Transportation Authority. Antes dividida em diversas repartições públicas, cada qual com um nome, a empresa passou a ter, em ônibus, e metrô, o mesmo logotipo e o mesmo nome: Metro.
Meta para 2020 atingida em 2006
A reformulação se deu em toda Los Angeles, mas uma área, o Vale de San Fernando, virou a joia da coroa: ali, foi instalada, em 2005, uma linha de ônibus exclusiva, um Bus Rapid Transit, inspirado nos ligeirinhos de Curitiba. Conhecido como Linha Laranja, o corredor de US$ 330 milhões tem 14 milhas de extensão ao longo da engarrafada Highway 101.
No primeiro ano de operação, o sistema teve 6 milhões de viagens. Um terço desses passageiros deixou seu carro estacionado em casa e preferiu andar de ônibus. A meta de número de passageiros definida para 2020 foi batida já em 2006. Agora, a linha deve ser estendida em mais cinco estações. Para a vice-diretora, porém, o sucesso maior foi outro.
- O maior jornal da cidade chegou a dizer, em uma manchete, que o transporte coletivo em Los Angeles era uma piada sem graça. Conseguimos fazer as pessoas acreditarem que o sistema funciona - diz, satisfeita.
O passo a passo da ação
1) Primeiro, a Metro se dedicou a investir no tipo de comunicação que melhoraria a vida dos usuários imediatamente, conta Maya Emsden.
> Os ônibus ficaram fáceis de reconhecer, com cores unificadas que brilhavam à noite.
> As paradas ganharam as informações básicas sobre as linhas, os mapas com itinerários foram simplificados.
> Todo o sistema de cobrança e design do metrô - muito mais pop entre os usuários - passou a valer para o ônibus.
> O centro de atendimento ao cliente não funcionava à noite - passou a ter horário mais longo e ganhou pintura e letreiros em neon para atrair os usuários.
2) O passo seguinte era mais ousado: mostrar que a ideia de conforto e rapidez, normalmente associada aos carros, também valia para os ônibus. A inauguração da linha expressa no vale de San Fernando foi a oportunidade ideal.
> Outdoors passaram a anunciar a chegada do "ônibus que age como um trem", alguns inclusive na engarrafada Highway 101.
> A mensagem também vinha em comparações mais diretas entre o transporte individual e o coletivo: materiais como camisetas faziam contrapontos entre carros e ônibus com mensagens como "horrível/bom", "problema/solução" ou "estresse/alívio" (acima).
Redesign em LA rendeu prêmios
A programação visual da empresa de trânsito de Los Angeles foi totalmente remodelada. "Metro" virou o sinônimo de transporte público, simplificando a comunicação com os passageiros.
Criada na própria empresa, a nova marca ganhou reconhecimento internacional, com o prêmio ReBrand. Além disso, a frota virou até brinquedo — a fabricante Matchbox criou uma linha de ônibus em miniatura, o primeiro transporte público nos EUA a ser licenciado.
http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/nossomundo/19,997,3398489,Um-mundo-menos-carrocentrico.html
COMENTÁRIO>> Algumas campanhas de marketing em Los Angeles começaram a mostrar as vantagens de não enfrentar os engarrafamentos e ficar sentado confortavelmente em ônibus renovado. Com isso, espero que o trânsito acabe e consequentemente, a poluição também. Acho que esse é pior problema a ser resolvido, mas com uma solução muito simples: transportes escolares e muitos ônibus de boa qualidade.
domingo, 17 de julho de 2011
Países amazônicos se unem para medir desmatamento
Os países da região amazônica iniciarão em agosto uma série de estudos para medir a taxa de desmatamento dessa zona, que abriga 20% das reservas de água doce do planeta, anunciou nesta segunda-feira em Quito a associação que os representa.
O monitoramento sobre desmatamento busca harmonizar critérios para medir a perda de área verde, que varia de país para país, explicou o diretor executivo da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), o boliviano Mauricio Dorfler.
Trata-se do primeiro estudo desse tipo de alcance regional e contará com especialistas de Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela, destacou Dorfler.
Entre as causas do fenômeno do desmatamento, o diretor mencionou a pressão sobre o uso da terra, a agricultura, a exploração madeireira e a extração de minerais.
A OTCA também empreenderá em agosto o primeiro estudo de recursos hídricos fronteiriços, com o objetivo de promover uma melhor e mais adequada utilização da água, disse Dorfler.
A Amazônia representa 6% da superfície do planeta e contém mais da metade do parque úmido tropical e 20% das reservas de água doce do mundo, o que a converterá em um território estratégico frente a fenômenos como o aquecimento global, segundo a OTCA.
Assim mesmo, a região abarca 7,4 milhões de quilômetros quadrados - equivalentes a 40% da superfície do território sul-americano - e é uma das mais diversas da Terra e um grande espaço de riqueza cultural, sendo habitada por 420 povos indígenas, disse Dorfler.
http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/nossomundo/19,997,3393196,Paises-amazonicos-se-unem-para-medir-desmatamento.html
COMENTÁRIO>> Os países perto da Amazônia vão começar em agosto alguns estudos para medir a taxa de desmatamento dessa zona, que contém 20% das reservas de água doce do nosso planeta. Isso tudo, para monitorar e avaliar a perda da área verde da região. Acredito que esses países estão fazendo de tudo para melhorar a floresta amazônica e impedir o desmatamento nela, e têm de tudo para conseguirem.
O monitoramento sobre desmatamento busca harmonizar critérios para medir a perda de área verde, que varia de país para país, explicou o diretor executivo da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), o boliviano Mauricio Dorfler.
Trata-se do primeiro estudo desse tipo de alcance regional e contará com especialistas de Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela, destacou Dorfler.
Entre as causas do fenômeno do desmatamento, o diretor mencionou a pressão sobre o uso da terra, a agricultura, a exploração madeireira e a extração de minerais.
A OTCA também empreenderá em agosto o primeiro estudo de recursos hídricos fronteiriços, com o objetivo de promover uma melhor e mais adequada utilização da água, disse Dorfler.
A Amazônia representa 6% da superfície do planeta e contém mais da metade do parque úmido tropical e 20% das reservas de água doce do mundo, o que a converterá em um território estratégico frente a fenômenos como o aquecimento global, segundo a OTCA.
Assim mesmo, a região abarca 7,4 milhões de quilômetros quadrados - equivalentes a 40% da superfície do território sul-americano - e é uma das mais diversas da Terra e um grande espaço de riqueza cultural, sendo habitada por 420 povos indígenas, disse Dorfler.
http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/nossomundo/19,997,3393196,Paises-amazonicos-se-unem-para-medir-desmatamento.html
COMENTÁRIO>> Os países perto da Amazônia vão começar em agosto alguns estudos para medir a taxa de desmatamento dessa zona, que contém 20% das reservas de água doce do nosso planeta. Isso tudo, para monitorar e avaliar a perda da área verde da região. Acredito que esses países estão fazendo de tudo para melhorar a floresta amazônica e impedir o desmatamento nela, e têm de tudo para conseguirem.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Pesquisa aponta que brasileiro consome 30 quilos de plástico reciclável por ano
Cada brasileiro consome, em média, aproximadamente 30 quilos de plástico reciclável por ano, segundo a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). Em 2010, de acordo com anuário do setor químico da entidade, foram consumidas no país cerca de 5,9 mil toneladas de plástico, o que representa 50% a mais do que há 10 anos.
Os dados foram apresentados nesta quinta-feira pela pesquisadora Lucilene Betega de Paiva em um seminário na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Lucilene trabalha no Instituto de Pesquisa Tecnológica do Estado de São Paulo (IPT) e é especialista em plásticos.
Em sua participação no seminário, ela falou sobre a importância da reciclagem desse material. Segundo a pesquisadora, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) pode ajudar a transformar um passivo ambiental em uma fonte de recursos financeiros.
A PNRS foi o tema central do seminário na Alesp. O evento faz parte de uma série de debates preparatórios para a 12ª Conferência das Cidades, promovida pela Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados. A Conferência das Cidades ocorre todo ano, no segundo semestre. Em 2011, ela está programada para outubro e deve tratar também do tema.
A PNRS foi instituída por lei aprovada, sancionada e regulamentada no ano passado. Ela estabelece regras para a destinação do lixo produzido no país. De acordo com a PNRS, a reciclagem deve ser priorizada. Já o lixo não reciclável deve ser levado a aterros sanitários, e os lixões precisam fechados até 2015.
Dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), também apresentados no seminário na Alesp, mostram que o Brasil ainda precisa avançar para cumprir o estabelecido pela PNRS. Segundo levantamento feito pela entidade em 350 cidades que concentram quase metade da população urbana brasileira, 42% do lixo do país não recebeu uma destinação adequada no ano passado.
Ao todo, foram 23 milhões de toneladas de lixo levadas para lixões ou aterros controlados, que não são ambientalmente apropriados. Para aterro sanitários, em que existem sistemas para evitar contaminação de água e solo, foram levadas 31 milhões de toneladas de lixo.
COMENTÁRIO>> Um estudo da Associação Brasileira da Indústria Química revelou que cada cidadão brasileiro consome 30 quilos de plástico reciclável por ano. E 42% do lixo no país não recebeu um destino adequado no ano de 2010. Com esse dado, está mais do que na hora de começar a reciclar o que for possível. Porque é tanto lixo que nem nos damos conta de todo esse lixo.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Menos copos, mais água
Um pequeno disparate ambiental era cometido todos os dias na Universidade Federal do Rio Grande (Furg), sob o olhar da comunidade acadêmica.
Ao final das refeições, funcionários do restaurante universitário descartavam 2,5 mil copos plásticos utilizados por professores, estudantes e técnicos. Em uma semana, consumia-se, e jogava-se fora, 12,5 mil copinhos. O ataque ao bom senso encerrou-se em maio passado, quando a direção da universidade decidiu substituí-los por canecas de alumínio. Chefe da Divisão de Alimentação, Alojamento e Transporte da Furg, João Carlos Ferreira conta que a pequena montanha diária de copos no lixo causava desconforto:
- Achamos que seria melhor usar copos de alumínio, que não quebram.
O próximo passo, adianta Ferreira, será abolir os invólucros plásticos que protegem os talheres.
- É uma exigência da vigilância sanitária, mas estamos discutindo e buscando alternativas - avisa.
Sem a necessidade de comprar os descartáveis, o dinheiro economizado - cerca de R$ 2,2 mil por mês - permitiu a contratação de mais um empregado.
- Temos uma nova funcionária para auxiliar na limpeza. É bem bacana - diz Alessandro Vernier, gerente geral da Kativar Refeições, que fornece a alimentação para a Furg.
A substituição não eliminou por completo os danos ambientais. E nem poderia. Se copos feitos à base de petróleo deixaram de ser consumidos, os novos copos necessitam de limpeza. Resultado óbvio: aumentou o consumo de água e detergente.
- Usamos 30 litros a mais de água por dia e meio litro de detergente. Não chega a ser algo muito expressivo - pondera Vernier.
Para Carlos Eduardo Nunes da Costa, estudante de Geografia e coordenador-geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE), a decisão da Furg repercute em todo campus:
- Provocou uma maior conscientização na universidade. Era uma reivindicação antiga do DCE.
COMENTÁRIO>> A direção da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) percebeu que estavam usando e descartando muitos copos de plástico. E isso acaba prejudicando muito o meio ambiente, porque em uma semana, consumia-se, e jogava-se fora, 12,5 mil copos. Então, trocaram os copinhos por canecas de alumínio no restaurante da universidade. Esse ato de resolver um problema que afeta todos nós com uma atitude simples, mas eficaz, todos nós devíamos ter.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Energia eólica não é prioridade no Brasil
As turbinas movidas pela força dos ventos são uma fonte limpa e renovável de energia, porém não constam como prioridade nos planos oficiais de geração energética, revela pesquisa do Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE) da USP. A capacidade atual instalada é de 1 Gigawatt (GW), o que representa apenas 0,88% do total da energia disponível no Brasil.
O trabalho da pesquisadora Juliana Chade mostra que os planos existentes podem aumentar essa capacidade para 6 GW até 2019, muito abaixo do potencial eólico do país, estimado em 143 GW.
O plano decenal da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão do governo federal, insere a energia eólica como alternativa ao atendimento da carga.
- Ele prevê uma capacidade instalada de aproximadamente 6 GW em 2019. Entretanto, o plano energético oficial, com horizonte até 2030, elaborado pela EPE, dá ênfase à geração térmica, ao gás natural, carvão e nuclear, como alternativa de complementação à geração hídrica - afirmou a pesquisadora.
De acordo com Juliana, o custo do investimento pode ser a maior dificuldade para a inserção da energia eólica no Brasil:
De acordo com Juliana, o custo do investimento pode ser a maior dificuldade para a inserção da energia eólica no Brasil:
- Mas os custos tendem a ser reduzidos com o aprendizado da tecnologia e os incentivos governamentais. Outra dificuldade seria a falta de histórico de medição de ventos, pois dados de medição de longo prazo conduzem a projetos mais eficientes e com menos risco de incerteza na previsão de geração.
A pesquisadora lembra que o Brasil conta com um histórico pequeno de tecnologia eólica e necessita treinar pessoas para manutenção e operação das usinas:
- É preciso uma estratégia de inserção de fontes eólicas por meio de pacotes de fornecimento com a progressiva nacionalização da cadeia produtiva. Além disso, deve haver mecanismos de mobilidade de ciência e tecnologia para desenvolvimento da infraestrutura e logística, com programas de incentivos tecnológicos, recursos humanos, pesquisa, materiais e componentes, a fim de se obter ganho de escala na indústria.
Alto potencial no Sul e no Nordeste
Alto potencial no Sul e no Nordeste
Segundo o Atlas do Potencial Eólico Brasileiro, publicado pelo Centro Brasileiro de Referência para as Energias Solar e Eólica (CRESESB) da Eletrobrás, o Brasil tem um potencial eólico de 143 GW, valor analisado em 2001, quando haviam menores torres e ventos a 50 metros de altura.
- Hoje há torres mais altas, o que aumentaria o potencial estudado. A Região Nordeste tem aproximadamente metade do potencial do Brasil. Outra região que se destaca é o litoral e o interior do Rio Grande do Sul, que apresentam as maiores velocidades de ventos para a geração de energia - afirma a pesquisadora.
A energia eólica é uma fonte alternativa de energia renovável, diferentemente das fontes térmicas de combustíveis fósseis, que, além dos custos com combustível, geram gases de efeito estufa.
- A eólica apresenta características de geração distribuída, o que reduz perdas na transmissão e a necessidade de investimentos de ampliação da rede - observa Juliana.
A pesquisadora acrescenta que existem fábricas de pás e turbinas eólicas no Brasil, apesar de alguns materiais serem importados para a construção dos parques.
- Nos últimos leilões de energia que contaram com fontes eólicas, em 2009 e 2010, houve uma maior participação da tecnologia e também uma redução em seus preços - completa.
COMENTÁRIO>> Com essa notícia descobri que o Brasil usa menos de 1% de seu potencial eólico. Esse dado não é aceitável pois o país ao invés de investir numa energia limpa, aprova o projeto de construir usinas nucleares, prejudicando o meio ambiente e a população. O parque eólico de Osório, é um exemplo de sucesso, copiado por outros estados e até países. Comprovando que é um bom investimento, eficaz e sem agreção.
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